Abstenção no segundo turno cai para 19,11%, menor índice desde 2006



Foto: Antonio Augusto/TSE


Da Redação

Cerca de 3 milhões de eleitores que não compareceram ao primeiro turno foram às urnas neste domingo (25), no segundo turno da eleição presidencial. Com 98,27% das urnas apuradas, a abstenção era de 19,11%, o menor percentual registrado nessa etapa da disputa desde 2006. Os votos brancos e nulos somavam 3,23%, a menor taxa entre todos os turnos das eleições presidenciais neste século.
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O número de eleitores ausentes chegou a 30,4 milhões na apuração parcial. No primeiro turno, a abstenção havia sido de 21,08%, uma redução de 1,97 ponto percentual. Em 2022, o índice também caiu entre as duas etapas, passando de 20,95% para 20,57%, uma diferença de 0,38 ponto percentual.

Até 2022, a abstenção costumava aumentar no segundo turno, conforme a série histórica. A eleição daquele ano, disputada por Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, marcou a primeira inversão dessa tendência.

A redução deste domingo ocorreu apesar de dificuldades no acesso ao transporte público. O setor de inteligência do Ministério da Justiça identificou problemas na oferta do serviço em municípios da Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas e Rio de Janeiro.

Diante dos obstáculos, o PT pediu a ampliação do horário de votação, das 17h às 19h. O PL também solicitou a prorrogação em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando dificuldades provocadas pelas chuvas intensas. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu o pedido de ampliação. Posteriormente, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, também autorizou a extensão do horário, até as 19h, em todo o país.
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A redução da abstenção era uma das prioridades da campanha de Lula. Entre as iniciativas para estimular o comparecimento de idosos, grupo no qual o petista apresentava vantagem nas pesquisas, esteve a divulgação de informações sobre o uso do voto como prova de vida para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No primeiro turno, a ausência nas urnas já havia diminuído entre jovens de até 18 anos, idosos e pessoas com menor escolaridade, na comparação com 2022. Até o momento da apuração parcial, ainda não havia sido divulgado o perfil dos eleitores que não compareceram ao segundo turno.
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