Golpe usa números de bancos, advogados e empresas para enganar vítimas por telefone



Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Da Redação

Golpistas estão usando uma técnica conhecida como spoofing para falsificar a identificação exibida nas chamadas telefônicas e fazer com que o contato pareça ter sido feito por bancos, advogados, empresas ou órgãos públicos. Durante a ligação, os criminosos podem apresentar informações verdadeiras sobre a vítima antes de solicitar dinheiro, geralmente por meio de Pix.
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O spoofing permite manipular o número que aparece na tela do celular. A fraude pode se tornar mais convincente quando os criminosos utilizam dados disponíveis na internet. Informações sobre processos judiciais, empresas com as quais a vítima mantém relacionamento e outros dados públicos podem ser combinados para criar uma história aparentemente legítima.

A inteligência artificial também passou a ser utilizada nesse tipo de abordagem. De acordo com Morais, ferramentas de IA podem facilitar a criação de mensagens personalizadas, clonagem de vozes e elaboração de conversas adaptadas ao perfil de cada vítima.

O risco aumenta quando o contato envolve situações de urgência, como supostos bloqueios de contas, processos judiciais ou problemas em negociações. Sob pressão, a vítima pode realizar uma transferência antes de confirmar a identidade do interlocutor.

Sinais de alerta

Entre as situações que exigem atenção estão:pedido inesperado de Pix ou transferência;
pressão para tomar uma decisão imediatamente;
solicitação de senhas, códigos ou outros dados sensíveis;
alegação de bloqueio de conta ou existência de um processo urgente;
orientação para continuar o atendimento por outro canal indicado durante a própria ligação.

O fato de o interlocutor saber o nome da vítima, mencionar uma empresa conhecida ou utilizar um número familiar não garante que a ligação seja verdadeira.

Como se proteger

Em caso de suspeita, a orientação é encerrar a chamada e procurar a instituição por um canal oficial e independente. A confirmação deve ser feita por meio de um telefone, aplicativo, site ou outro contato obtido previamente, sem utilizar informações fornecidas pelo próprio interlocutor.

O cuidado também deve ser adotado por empresas e instituições, já que criminosos podem utilizar números, marcas e identidades de organizações para aumentar a credibilidade da fraude.
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