
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Da Redação
O Sistema Único de Saúde (SUS) deve começar a oferecer, até novembro, um teste genético capaz de identificar alterações hereditárias relacionadas ao câncer de mama. O exame será realizado inicialmente em mulheres que já receberam o diagnóstico da doença.
Feito a partir de amostras de sangue ou saliva, o teste identifica mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, associados a casos hereditários de câncer de mama e de ovário. A análise genética poderá ajudar a identificar pacientes com maior risco hereditário e contribuir para a definição de estratégias de tratamento.
Segundo Gélcio Luiz Quintella Mendes, coordenador de Assistência do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a realização do exame envolve uma avaliação individualizada. O paciente deve ser analisado por um profissional especializado em oncogenética para verificar a existência de fatores que indiquem maior risco de câncer hereditário.
A identificação de uma mutação também pode beneficiar familiares da paciente. Como essas alterações podem ser herdadas, parentes poderão ser avaliados para verificar a presença da mesma mutação e, quando necessário, adotar medidas de prevenção e acompanhamento.
Entre as estratégias preventivas estão procedimentos cirúrgicos para redução do risco de desenvolvimento de câncer, como a retirada das mamas ou dos ovários em pacientes com mutações consideradas de alto risco. A indicação depende da avaliação médica individual.
O Inca estima que o Brasil terá mais de 78,6 mil novos casos de câncer de mama em 2026, reforçando a importância da identificação de fatores genéticos associados à doença.