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Da Redação
Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, foi condenada nesta quinta-feira (20) pela Justiça de Santa Catarina após fingir ser uma adolescente de 12 anos e enganar uma família por cerca de 14 meses. A sentença foi proferida um dia após a audiência de instrução e julgamento, realizada em Joinville, no Norte do estado.
Amanda recebeu pena de um ano, seis meses e 10 dias de reclusão, além de quatro meses e 18 dias de detenção pelos crimes de estelionato e falsa identidade.
A mulher não poderá recorrer em liberdade e deverá cumprir a pena inicialmente em regime semiaberto. A defesa pediu a absolvição nas alegações finais, mas o pedido foi rejeitado pela Justiça.
Amanda foi presa em 2 de junho deste ano, após a família descobrir que ela não era uma adolescente. Segundo informações divulgadas pelo g1, ela viveu durante aproximadamente 14 meses com os familiares no distrito de Pirabeiraba.
Durante o período, a mulher afirmava ter sido vítima de maus-tratos e abusos e dizia que havia sido obrigada a fazer tratamento hormonal, versão usada para explicar sua aparência. Ela também alegava que não frequentava a escola em razão dos supostos abusos.
Amanda teria conhecido o homem e a mulher que passaram a tratá-la como filha após relatar a um pastor que havia deixado o Pará por sofrer maus-tratos. A comunidade religiosa a acolheu e, posteriormente, ela passou a morar com a família.
A audiência de instrução contou com depoimentos de testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório da própria ré. Até o momento, a defesa não havia se manifestado sobre a condenação.