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Da Redação
Um relato recente de uma frequentadora do Porto da Barra, em Salvador, aponta que o Comando Vermelho (CV) teria estabelecido uma tabela de preços para vendedores ambulantes que comercializam “queijinho” na praia. As informações são do colunista Bruno Wendel, do jornal Correio.
Segundo o relato, a medida teria sido adotada para impedir a concorrência entre os vendedores, evitando descontos e disputas pelos clientes. Quem comercializasse o produto abaixo do valor determinado poderia ser impedido de trabalhar no local.
A frequentadora contou que uma ambulante chegou a oferecer três unidades por R$ 20, mas teria pedido que a negociação fosse mantida em segredo.
Ainda segundo o relato, a disputa por preços teria sido levada por um vendedor à chamada “boca”, onde integrantes da facção teriam determinado os valores que deveriam ser praticados pelos ambulantes.
A situação, caso confirmada, evidencia uma possível extensão do controle territorial de grupos criminosos sobre atividades comerciais em áreas de Salvador. O relato, porém, não apresenta confirmação oficial das autoridades sobre a suposta imposição de preços pelo CV.
O episódio ocorre em meio ao avanço da atuação do Comando Vermelho em diferentes áreas da capital baiana e à preocupação das forças de segurança com a influência de facções sobre territórios e atividades econômicas.