
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Da Redação
O Brasil está entre os países onde a conta de energia elétrica pesa mais no orçamento da população, segundo estudo do economista Daniel Duque, do Centro de Liderança Pública (CLP). O levantamento analisou o custo da eletricidade residencial em 138 países e concluiu que, em relação à renda média, a tarifa brasileira é mais onerosa do que a de 77 nações.
Material de referência geográfica
De acordo com o estudo, o elevado custo da energia no país é resultado da incidência de tributos, encargos setoriais, subsídios e despesas com transmissão e distribuição, que representam a maior parte do valor pago pelos consumidores.
Apenas 30,4% da conta correspondem ao custo da geração de energia. O restante é dividido entre distribuição (26,1%), tributos (18,1%), encargos setoriais e subsídios (15,2%) e transmissão (10,1%).
Com essa composição, o preço do quilowatt-hora (kWh) compromete uma parcela da renda média dos brasileiros superior à observada em países como China e Canadá.
Propostas de modernização do setor elétrico e da reforma tributária buscam reduzir esse peso sobre os consumidores. Entre as medidas previstas estão a diminuição gradual dos subsídios embutidos na tarifa e a ampliação do Mercado Livre de Energia para consumidores residenciais e pequenos comércios.
Atualmente, a maioria dos consumidores é obrigada a adquirir energia da concessionária responsável pela área de concessão. Com a abertura do mercado, será possível escolher o fornecedor de eletricidade, ampliando a concorrência no setor.
Segundo projeções do segmento elétrico, a combinação entre a redução de encargos, como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), e o aumento da competitividade poderá resultar em uma queda de até 32% no valor final da conta de luz para os consumidores.