
Foto: Agência Brasil
Da Redação
A Polícia Federal apontou que os deputados federais Sóstenes Cavalcante (RJ), Luiz Carlos Motta (SP) e Capitão Alden (BA), todos do PL, teriam atuado como “laranjas” do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, na indicação de R$ 119 milhões em emendas parlamentares sob suspeita de desvio. Segundo a investigação, os parlamentares figuravam formalmente como autores das emendas, mas o verdadeiro responsável pelas indicações seria Valdemar, que não exerce mandato parlamentar. Diante das suspeitas, o ministro do STF, Flávio Dino, determinou o bloqueio de bens do dirigente partidário até o limite de R$ 119 milhões. A reportagem é do Estadão.
De acordo com a PF, o esquema utilizava emendas de comissão para direcionar recursos públicos por meio de indicações atribuídas aos deputados, conferindo aparência de legalidade às decisões. A investigação afirma que documentos apreendidos revelam que Valdemar comandava a destinação das verbas, prática considerada irregular pelo Supremo Tribunal Federal, que exige transparência sobre os verdadeiros autores das emendas parlamentares. Dino classificou o caso como grave e afirmou que há indícios de prejuízo aos cofres públicos.
Em nota, a defesa de Valdemar Costa Neto negou qualquer irregularidade, afirmou que não há provas de sua participação em crimes e criticou a decisão judicial, classificando-a como uma criminalização da atividade político-partidária. O deputado Luiz Carlos Motta declarou que seu nome aparece nos registros porque foi relator do Orçamento de 2024 e que as indicações seguiram os trâmites legais. Já o senador Flávio Bolsonaro saiu em defesa do presidente do PL, acusando a Polícia Federal de agir de forma seletiva contra adversários políticos do governo federal.
Secção legislativa