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Da Redação
O MDB decidiu, nesta segunda-feira (27), adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República. Durante convenção nacional, o partido liberou diretórios estaduais e filiados para apoiarem e fazerem campanha para o candidato que preferirem. A decisão ocorreu após fracassar a tentativa de setores da legenda de construir uma aliança nacional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reportagem é do jornal O Globo.
Secção executiva
Mesmo com a neutralidade formal, Lula deve contar com o apoio de lideranças do MDB em estados das regiões Nordeste e Norte, como Bahia, Pará, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Amazonas. Entre os nomes que devem dar palanque ao petista estão o ex-ministro Renan Filho, o ex-governador Helder Barbalho e o senador Eduardo Braga.
O partido, porém, também mantém vínculos com setores da oposição. O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, é aliado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), enquanto o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), apoia Flávio Bolsonaro (PL). A decisão evidencia a divisão interna da legenda, que busca preservar sua força política nos estados e ampliar suas bancadas na Câmara e no Senado.