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Da Redação
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos propôs que o julgamento criminal do presidente venezuelano Nicolás Maduro tenha início em junho de 2027. A data foi apresentada à Justiça norte-americana na terça-feira (21) e ainda depende de homologação pelo tribunal responsável pelo caso.
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Maduro responde a acusações relacionadas ao suposto envolvimento com organizações criminosas ligadas ao tráfico internacional de drogas, incluindo colaboração com guerrilhas e cartéis para o envio de cocaína aos Estados Unidos. O presidente venezuelano nega as acusações.
A esposa de Maduro, Cilia Flores, também responde a processo criminal nos Estados Unidos. Ambos participaram de uma audiência inicial após serem colocados sob custódia das autoridades norte-americanas. Uma nova audiência está prevista para esta quarta-feira (22), em um tribunal federal de Nova York.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, Maduro está detido no Metropolitan Detention Center (MDC), em Nova York, penitenciária federal que abriga presos de alta relevância. De acordo com relatos apresentados no processo, ele permanece em cela individual, sem acesso à internet ou a jornais, e pode realizar ligações telefônicas de até 15 minutos para familiares e advogados.
A defesa do presidente venezuelano sustenta que a prisão foi ilegal e, durante a audiência inicial, Maduro afirmou ser um “prisioneiro de guerra”. O processo segue em tramitação na Justiça dos Estados Unidos, que deverá definir o cronograma das próximas etapas e analisar o pedido para que o julgamento tenha início em junho de 2027.