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Da Redação
O ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), voltou a criticar a família Bolsonaro ao comentar a proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (3), ele atribuiu a medida à atuação política do grupo e questionou o silêncio de lideranças da oposição no estado diante do tema.
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Rui afirmou que interesses nacionais estariam sendo prejudicados por articulações que, segundo ele, buscam favorecer objetivos políticos e eleitorais. Durante a manifestação, o ex-ministro citou o sistema de pagamentos instantâneos Pix como um dos alvos de interesses econômicos estrangeiros.
“Mais uma vez, a família Bolsonaro trama contra o Brasil, trama contra o povo brasileiro. Já fizeram isso no ano passado e voltam a atacar novamente, se aliando ao interesse de empresas americanas para destruir o PIX no Brasil, destruir aquilo que é valoroso para o povo brasileiro”, afirmou.
Pré-candidato ao Senado, Rui disse que integrantes da família Bolsonaro colocam projetos pessoais acima dos interesses do país e acusou o grupo de agir sem considerar os impactos para a economia brasileira.
“Eles pouco se importam com isso. Na sua ânsia de poder, vale destruir o Brasil para poder tentar ganhar, de qualquer jeito, as eleições”, declarou.
Ao abordar o cenário político nacional, o ex-governador também relacionou o episódio às disputas eleitorais e afirmou que o eleitorado terá papel decisivo na definição dos rumos do país.
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“Você decidirá este ano que país você quer: ver um país de patriotas verdadeiros ou de traidores da pátria”, afirmou.
Rui ainda direcionou críticas a possíveis adversários políticos na Bahia e cobrou um posicionamento público sobre a proposta tarifária anunciada pelos Estados Unidos.
“Eu gostaria muito de ouvir um vídeo do ex-prefeito e dos candidatos ao Senado do outro lado. Qual a opinião de vocês sobre essa traição da família Bolsonaro? Vocês vão falar ou pra vocês tanto faz? […] O povo baiano quer saber. Nós defendemos que o Brasil tenha autonomia para defender e manter o Pix e qualquer outra ferramenta tecnológica que ajude as pessoas e que ajude a economia do Brasil”, concluiu.