
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Da Redação
O dólar voltou a subir nesta terça-feira (23) e encerrou o dia cotado a R$ 5,1874, alta de 0,89%, alcançando o maior valor de fechamento desde março. O movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais e pela expectativa em torno dos próximos dados de inflação dos Estados Unidos, que podem influenciar novas decisões de juros do Federal Reserve (Fed). A informação é do Estadão.
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No cenário externo, indicadores mostraram que a economia americana continua aquecida, reforçando a percepção de que os juros nos EUA podem permanecer elevados por mais tempo. Ao mesmo tempo, dados mais fracos da atividade econômica na Europa aumentaram a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros, fortalecendo o dólar frente a diversas moedas, inclusive o real.
No Brasil, a divulgação da ata do Copom ajudou a esclarecer parte das dúvidas sobre a política monetária, mas também evidenciou um ambiente de maior incerteza. Analistas apontam que, apesar de o diferencial de juros continuar favorável ao país, a proximidade das eleições e a volatilidade do mercado reduzem a atratividade do real. A queda dos preços do petróleo, importante produto de exportação brasileiro, também contribuiu para a pressão sobre o câmbio.