
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN-PR
Da Redação
Um estudo do Mapa Autismo Brasil revelou que a maior parte da responsabilidade pelo cuidado de pessoas com Transtorno do Espectro Autista recai sobre as mães. Segundo o levantamento, divulgado na quinta-feira (9), elas representam 92,4% dos cuidadores no país.
A pesquisa, baseada em respostas de mais de 23 mil participantes, também destaca os impactos dessa realidade na vida das famílias. Cerca de 30,5% dos responsáveis afirmaram estar sem emprego ou fonte de renda, indicando que muitos deixam o mercado de trabalho para se dedicar integralmente aos cuidados.
O estudo aponta ainda que o suporte externo é limitado: 34,3% dos entrevistados disseram não contar com ajuda de terceiros no dia a dia, o que contribui para o isolamento social dessas famílias.
No acesso à saúde, a maioria recorre a serviços pagos. Apenas 15,5% utilizam o Sistema Único de Saúde, enquanto 35,3% dependem de planos de saúde e 28,5% utilizam atendimento particular. Além disso, 56,5% dos pacientes recebem até duas horas semanais de terapia, e 16,4% não têm acompanhamento.
Na educação, o cenário também apresenta desafios: 39,9% dos estudantes com autismo não contam com recursos de acessibilidade nas escolas. Já na vida adulta, cerca de 30% enfrentam dificuldades de inserção no mercado de trabalho.
Mesmo com a busca por direitos e benefícios, o acesso ainda é limitado. O Benefício de Prestação Continuada (BPC), por exemplo, alcança apenas 16,6% dos casos analisados.