
Foto: Reprodução/ Redes Sociais e Divulgação Unicamp
Da Redação
A professora Soledad Palameta Miller, da Universidade Estadual de Campinas, foi solta nesta terça-feira (24) após audiência de custódia, depois de ter sido presa em flagrante sob suspeita de furtar amostras virais de um laboratório da instituição.
A decisão foi tomada pela Justiça Federal de Campinas, que reconheceu a existência de indícios de autoria e materialidade do crime, mas concedeu liberdade provisória com medidas cautelares. Entre elas, estão o comparecimento mensal à Justiça, proibição de deixar a cidade sem autorização, pagamento de fiança equivalente a dois salários mínimos, além da proibição de acesso aos laboratórios da universidade e de sair do país.
O caso teve início após o desaparecimento de amostras do Laboratório de Virologia Animal do Instituto de Biologia da Unicamp, armazenadas em área de alta contenção biológica. As investigações apontaram que o material foi retirado de forma irregular e posteriormente encontrado em outros espaços da universidade, inclusive em freezers de diferentes laboratórios.
De acordo com a apuração, a docente não teria acesso direto ao local de origem das amostras e contou com auxílio de terceiros para entrar nos ambientes. O material foi localizado em condições inadequadas de armazenamento, e parte dele teria sido descartada de forma irregular.
A prisão foi realizada pela Polícia Federal, com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, após comunicação da própria universidade. As amostras recuperadas foram encaminhadas para análise pelo Ministério da Agricultura.
Os investigados poderão responder por crimes como furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado.
Em nota, a Unicamp informou que colabora com as autoridades e adotará as medidas cabíveis. A defesa da professora não se manifestou até o momento.