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Da Redação
Ex-alunos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (FMUFBA) divulgaram um apelo público às autoridades, instituições culturais e à sociedade brasileira pela restauração e preservação do prédio histórico da instituição, considerada a primeira escola médica das Américas.
No manifesto, os signatários destacam que a mobilização não se limita à recuperação da estrutura física, cuja situação classificam como urgente, mas também à preservação da memória e da história da formação médica no Brasil.
Fundada em 1808, a faculdade integra a estrutura da Universidade Federal da Bahia e é apontada como marco inicial da formação médica no país. Ao longo de mais de dois séculos, a instituição formou gerações de médicos, professores e pesquisadores, com contribuição significativa para o desenvolvimento da saúde pública e da ciência brasileira.
Saúde
Segundo os ex-alunos, o avanço da deterioração do prédio e a ausência de políticas contínuas de preservação colocam em risco não apenas o patrimônio arquitetônico, mas também acervos históricos, registros institucionais e a própria narrativa da medicina no Brasil.
O grupo defende que a restauração do edifício representa um compromisso com o passado e com o futuro, garantindo que novas gerações possam reconhecer a importância histórica e científica do espaço.
No documento, os ex-alunos conclamam o poder público, universidades, órgãos de proteção ao patrimônio histórico, iniciativa privada e sociedade civil a se unirem em um esforço conjunto para a revitalização do prédio. “A história da medicina brasileira não pode ruir junto com suas paredes”, afirmam