
A elevada incidência de furtos de hidrômetros nos dois primeiros meses do ano em Itabuna, provocou um encontro na manhã desta quinta-feira, dia 19, no Complexo Policial do município, envolvendo a Polícia Civil, a Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública (SESOP) e a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (EMASA). Entre o início do ano até agora 68 hidrômetros foram furtados na cidade sulbaiana.
O encontro contou com as presenças do delegado Miguel Cicerelli, que responde pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos; do secretário de Segurança e Ordem Pública, Roberto José da Silva; do comandante da Guarda Civil Municipal (GCM), Inácio Pereira; do chefe de Investigações da Polícia Civil de Itabuna, Alessandro Selva; do gerente Comercial, Mateus Cruz e do chefe do setor de Corte e Cobrança, Caio Marciel, ambos representando a EMASA.
O secretário Roberto José disse que a união de esforços das forças de segurança é importante para chegar aos autores dos furtos e também ao comprador dos hidrômetros furtados ou roubados.
“Essa reunião tem o objetivo de definir ações em conjunto para chegar aos autores dos furtos e consequentemente ao receptador, que é o responsável por manter essa rede de dilapidação do bom público. O furtou ou roubo de hidrômetros causa prejuízos a EMASA e à sociedade como um todo”, afirmou o titular da SESOP.
Será solicitado junto à Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), o levantamento cadastral do pessoal em situação de rua que se utiliza dos serviços do Centro POP – equipamento público de assistência social, focado no atendimento especializado a quem vive nestas condições.
“Sabemos que essa é uma pratica comum as pessoas em situação de rua que, para manter a dependência química, realizam esse tipo de ação criminosa. Com o monitoramento desses indivíduos, certamente chegaremos aos autores desses furtos”, disse o delegado Miguel Cicerelli.
Além de apresentar uma relação dos bairros, ruas e localidades onde hidrômetros foram furtados, o gerente Comercial da EMASA, Mateus Cruz, se comprometeu a fazer a geolocalização dos locais para facilitar as investigações.
“A localização geográfica exata ajudará nesta investigação. Além disso, também estamos solicitando dos moradores vítimas dos furtos, que nos cedam eventuais imagens de câmeras de segurança para ajudar na identificação do autor ou autores dos furtos. Além do dano pela perda do equipamento, há o desperdício de água tratada. Com isso, todos arcam com esse prejuízo”, apontou.
Neste ano, os bairros onde ocorreram furtos de hidrômetros foram: centro da cidade com 35 furtos, Santa Inês (1), Jardim Primavera (1), Zildolândia (6), Jardim Grapiúna (4), Santo Antônio (7), Jardim Alamar (1), Loteamento Felix Souza (1), Jardim Italamar (3), Pontalzinho (7) e Mangabinha (1).
De acordo com o Código Penal Brasileiro, o crime de receptação dolosa prevê pena de prisão de 1 a 4 anos, mais multa. Já a receptação culposa tem pena de detenção de 1 mês a 1 ano e, nesse caso se for um bem público, a pena pode dobrar.
Ainda existe agravante: se praticado no exercício de atividade comercial ou industrial, a pena é de reclusão de 3 a 8 anos e multa. E há o fato de ser classificada como recepção qualificada.