Campanha de uniforme gera reação negativa e amplia tensão após denúncia de preconceito na Champions



Foto: Reprodução


Da Redação

O Benfica passou a enfrentar críticas nas redes sociais após divulgar, no sábado (21), um vídeo promocional de lançamento do novo uniforme. Na peça, um ator negro interpreta um funcionário de limpeza envolvido em uma encenação para subtrair a camisa recém-lançada, o que provocou acusações de conotação discriminatória por parte de internautas.

A publicação ocorreu dias depois de um episódio envolvendo Vinícius Júnior e Gianluca Prestianni, durante confronto válido pelos playoffs da UEFA Champions League. O atacante do Real Madrid afirmou ter sido chamado de “macaco” pelo adversário argentino na vitória espanhola por 1 a 0, em Lisboa.

O novo modelo é fruto de parceria com a Adidas e o artista plástico português Vhils. Segundo o clube, a proposta busca aproximar arte urbana e futebol de rua. Após a repercussão negativa, a gravação recebeu uma série de comentários críticos. Até o momento, não houve posicionamento oficial da agremiação sobre a controvérsia envolvendo o material publicitário.

Pedido de punição

Na quinta-feira (19), o clube espanhol encaminhou à UEFA imagens e documentos solicitando apuração rigorosa dos fatos ocorridos na partida em Portugal. O árbitro François Letexier chegou a interromper o jogo por cerca de dez minutos para aplicar o protocolo antirracismo da entidade.

Em nota, o time madrilenho afirmou que não tolerará manifestações discriminatórias e agradeceu as manifestações de apoio ao camisa 7.

A equipe portuguesa informou ainda que apura a conduta de dois torcedores flagrados em vídeo imitando macacos em direção ao atleta brasileiro. As imagens circularam nas redes sociais após serem compartilhadas pelo ex-jogador inglês Rio Ferdinand. Segundo porta-voz do clube à imprensa europeia, eventuais punições poderão ser severas.
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