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Da redação
O tráfico de animais silvestres continua sendo uma prática criminosa rotineira na Bahia, e as feiras livres surgem como pontos estratégicos para os infratores. Segundo a Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa), esses espaços estão entre os principais alvos das operações de resgate no estado, com destaque para a comercialização ilegal de aves de canto.
“Historicamente, as feiras livres, sobretudo em grandes centros urbanos e regiões de intenso comércio, configuram-se como um dos principais pontos de escoamento do tráfico de aves silvestres na Bahia. Nesses locais, os infratores se aproveitam do fluxo intenso de pessoas e da informalidade para comercializar clandestinamente espécies nativas”, explica, em entrevista ao Correio, a Tenente Coronel Érica Patrícia, comandante da Coppa.
De janeiro a setembro, a companhia resgatou mais de 8 mil animais silvestres no estado.
Além das feiras, a prática criminosa também se espalha para outros ambientes, como margens de rodovias e, cada vez mais, para plataformas digitais e redes sociais.
“O comércio clandestino vem migrando em parte para ambientes virtuais, exigindo ações de inteligência e monitoramento permanente da Polícia Militar”, acrescenta Érica Patrícia.
Apesar do mercado ilegal, existe uma forma regular de adquirir aves: criadouros comerciais e estabelecimentos registrados no IBAMA ou no INEMA.
“Antes de adquirir qualquer ave silvestre, o interessado deve verificar se o criadouro ou o vendedor possui registro ativo e se a ave tem anilha ou microchip oficial, com documentação correspondente”, orienta a comandante.
Na Bahia, a fiscalização é feita pelo INEMA, em articulação com o IBAMA. Ao desconfiar de comércio irregular, a população pode denunciar por meio do 190 da Polícia Militar, disponível 24 horas.