Inquérito que indiciou Bolsonaro e Eduardo pode alcançar Michelle e aliados, diz PF



Foto: Tânia Rego/Agência Brasil


Da redação

O inquérito que resultou no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por suspeita de coação no processo da trama golpista pode ser desmembrado e atingir pessoas próximas à família, incluindo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O relatório da Polícia Federal foi encaminhado ao STF na última sexta-feira (15), e caberá agora à Procuradoria-Geral da República (PGR) decidir se arquiva, apresenta denúncia ou pede novas diligências.

De acordo com a PF, há indícios de que Bolsonaro e o filho atuaram para interferir na ação penal que investiga os atos golpistas de 2022 e 2023, inclusive a partir da mobilização de Eduardo no exterior. A investigação cita os crimes de coação, obstrução de Justiça, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e atentado à soberania. Especialistas apontam que a PGR pode denunciar todos os envolvidos ou apenas parte deles, sem se restringir aos dois parlamentares.

Além dos indiciados, a PF afirma que outras figuras ligadas ao ex-presidente também colaboraram na tentativa de interferir na Justiça. Um dos alvos é o pastor Silas Malafaia, investigado no mesmo inquérito, que teve celular e passaporte apreendidos por ordem do STF e está proibido de deixar o país ou manter contato com Bolsonaro e Eduardo. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto por descumprir medida cautelar e será julgado a partir de 2 de setembro, podendo enfrentar até 40 anos de prisão e ampliar sua inelegibilidade, atualmente válida até 2030. Com informações da Folha.
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