Frente parlamentar das mulheres promove encontro pelo fim da violência contra as mulheres




A Frente Parlamentar das Mulheres promoveu uma reunião pública, na tarde da última segunda-feira (6), Dia Nacional da Mobilização dos Homens pelo fim da violência contra as mulheres, no Plenário da Câmara de Vereadores de Ilhéus. Estiveram presentes os vereadores Enilda Mendonça (PT), Cláudio Magalhães (PCdoB), Ivo Evangelista (REPUBLICANOS), Sérgio do Amparo (PODEMOS). 


Segundo explicou Enilda, o encontro é para debater e conquistar mais homens para essa frente de batalha, que é a erradicação da violência contra as mulheres. “O Dia 6 de dezembro foi instituído no Brasil pela Lei 11.489 de 2007 como o Dia Nacional da Mobilização dos homens pelo fim da violência contra as mulheres. A data remete a um evento que aconteceu em Montreal, no Canadá, quando um jovem de 25 anos invadiu uma sala de aula politécnica e ordenou que todos os homens se retirassem, então ele começou a atirar nas mulheres presentes e tirou a própria vida em seguida” explicou a vereadora.


 O jovem deixou uma carta dizendo que não admitia que em um curso de engenharia houvessem mulheres estudando. O fato motivou um grupo de homens canadenses a criar a campanha do Laço Branco. O movimento cresceu e hoje tem a missão de promover a igualdade de gênero e relacionamentos saudáveis, uma nova visão de masculinidade. O laço Branco foi adotado um símbolo e lema de jamais cometer um ato violento contra as mulheres e de não fechar os olhos frente a essa violência. No Brasil, o movimento é coordenado pela rede de homens que lutam pela igualdade de gênero e é constituído por um grupo de organizações não governamentais. Em Ilhéus, a Frente Parlamentar de Mulheres tem feito esse debate. E, para marcar essa data, foi lançado um vídeo institucional com a participação de homens, representados pela defensoria pública, com Dr Leonardo, UESC com o reitor Alessandro Fernandes, a Câmara de Vereadores com os vereadores Ivo Evangelista (REPUBLICANOS), presidente Jerbson Moraes (PSD), Sérgio do Amparo (PODEMOS), Vinícius Alcântara (PV) e Cláudio Magalhães (PCdoB), pela UNEGRO com o professor Caio Pinheiro, Tribunal de Justiça, Thomas Herbert, Sindicato dos Bancários, Rodrigo Cardoso, OAB pelo presidente Jackson Cupertino, Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado, com o Secretário Josias Gomes, e o ex vereador Makrisi. O vereador Ivo Evangelista fez uma referência a esta Frente, pois na legislatura anterior o ex vereador Makrisi encaminhou esta comissão. “E eu chamo atenção para a sensibilidade sobre nós que tivemos uma educação um pouco severa, mas tínhamos que respeitar as mulheres. Minha mãe era uma mulher guerreira, mas sempre tivemos esse respeito. A mulher é o único ser que tem o direito de criar outro ser. O homem não pode usar a força ou machismo para agredir uma mulher, sendo ela física ou verbal”, chamou atenção o edil. O Vereador Sérgio do Amparo questionou o fato de quantas mulheres, aqui em Ilhéus, têm gritado e morrido e não há nenhuma mobilização. “Momentos como esse, essa mobilização de nós homens tem que acontecer todos os dias. Tem que estar fixado em nossas mentes, na nossa forma de pensar e agir. Esse fortalecimento tem que acontecer diariamente. Tem que haver um fortalecimento para as instituições que lutam por essa causa”, destacou. Sobre a pauta, Cláudio Magalhães defendeu que tem que ser de interesse de todos os homens. “Nós reproduzimos uma sociedade machista, criada em cima de estupro de índios, escravidão e nossa Ilhéus não foi diferente disso. Temos em nossa história essa realidade perversa de termos usado uma mão de obra escrava”, frisou Cláudio Magalhães. “Essa luta pela emancipação das mulheres não tem classe social. Todas as classes sofrem por essa condição sub humana que é levada esse machismo estrutural, essa forma de ver as mulheres com uma dependência física e emocional”, finalizou o edil. “Nas rodas de conversas eu adoro ser a pessoa que faz esse apontamento e intervenção quando escuto uma piada machista’, confessou Vinícius Alcântara. “A revolução feminina é a revolução que eu acredito que no momento será capaz de mobilizar e ajudar as outras revoluções que combatem o racismo, preconceito e LGBTQI+”, continuou. Para o parlamentar, a violência contra a mulher é reflexo da ignorância e que pode tratar as questões do mundo através do diálogo e argumentação coerente. Makrisi foi criador da Frente Parlamentar das Mulheres na última gestão. Segundo o mesmo, as mulheres não querem tomar o espaço dos homens, mas querem também fazer parte desse lugar de decisões. E além de tomar o espaço das mulheres, nós homens a matamos e é isso que não podemos aceitar”, destacou. “Muitas vezes sou hostilizado em grupos quando só tem homens, porque reprimo a masculinidade tóxica”, finalizou.
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