O futebol é o único esporte coletivo que nem sempre ganha o melhor




A derrota ontem (sábado, 27.11) do Flamengo para o Palmeiras na final da Libertadores (no Uruguai) é o exemplo clássico de que nem sempre ganha o melhor. Eu bem sei o que é isso, pois o meu FLU perdeu uma Libertadores e uma Sulamericana para um time inferior tecnicamente, que na época soube usar o fator campo e altitude. Não estou aqui tentando tirar os méritos do Palmeiras (o grande campeão), mas é sabido por todos que o Flamengo é a grande equipe das Américas no atual momento. Todo mundo estuda o Rubro Negro e ataca de forma cirúrgica no ‘Calcanhar de Aquiles’ da equipe da Gávea. Como todo grande time que costuma está em quase todas as finais, sempre ganhando mais que perdendo, o Flamengo sempre entra como franco favorito e termina levando para campo um pouco da soberba dos vencedores, e como disse certa vez o Bruno Henrique: “O Fla está em ‘oto’ patamar”. Isso termina motivando os adversários. Felizmente ou infelizmente o Fla não é imbatível e tem uma zaga lenta, com laterais envelhecidos. O time joga com as suas linhas muito altas, Davi Luiz joga mais como um falso líbero ou terceiro volante que propriamente um zagueiro. Quem conhece um pouco de futebol detecta isso e monta um time reativo jogando no erro do Fla que tem nesse time um DNA ofensivo. Se o adversário atacar o Flamengo, com certeza vai perder. Agora, se o time jogar no erro do Flamengo, brigando por todas as bolas, roubando a pelota e contra atacando em velocidade pelas laterais (Felipe Luiz e Isla estão velhos), as chances de vencer o rubro negro aumentam. O meu FLU aprendeu a jogar contra o Flamengo e com certeza o técnico do Palmeiras estudou muito os últimos FLAXFLUs e jogou com um esquema muito parecido com o do Marcão. O Palmeiras deixou de lado o Brasileiro nas últimas partidas e focou o Flamengo, respirou o Flamengo e treinou muito para contra-atacar com Rony e Dudu e foi feliz na sua proposta de jogo. Por outro lado, o Flamengo insistiu em achar que pode ganhar tudo e não desistiu do Brasileiro, colocando todo mundo para jogar um campeonato que praticamente já está perdido. A moral dessa história é que o Palmeiras chegou com gás e vontade de ganhar e seguiu à risca o que foi estudado e planejado pelo seu treinador. Do outro lado chegou um time desgastado, um Flamengo sem gás, alma e principalmente sem vontade de ganhar. O resultado nós vimos em campo: PALMEIRAS CAMPEÃO! Bi-campeão consecutivo e tri-campeão das Américas. PARABÉNS VERDÃO! Arnold Coelho Torcedor e sofredor do Fluminense
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