Se menstruasse e lhe faltasse dinheiro, Bolsonaro não faria o que fez




Se o presidente Jair Bolsonaro menstruasse ao menos uma vez a cada semestre, não vetaria como vetou a parte do projeto de lei que garantia o fornecimento pelo SUS de oito absorventes por mês às mulheres vulneráveis. Com certeza, não vetaria se lhe faltasse dinheiro para comprar os absorventes de Michelle.

Afinal, a família sempre está em primeiro lugar – desde que seja a dele, naturalmente. A propósito, lembra o que ele disse em reunião ministerial do ano passado quando quis intervir na Polícia Federal? Disse, olhando no olho do então ministro Sergio Moro, que depois saiu dali para pedir demissão:

“Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio e não consegui. Isso acabou. Eu não vou esperar foderem minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança. Vai trocar. Se não puder trocar, troca o chefe dele. Se não puder trocar o chefe, troca o ministro. E ponto final”.

Mas, infelizmente, o presidente não menstrua e dispensa absorventes. Usa fraldão. E tem pré-disposição perversa contra mulheres, gays, negros, quilombolas, intelectuais e pobres. Ante o risco de ser derrotado ano que vem, corre atrás de dinheiro para reforçar o Bolsa-Família, que antes odiava.


Ricardo Noblat

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