Bolsonaro critica relatório da CPI, volta a defender cloroquina e repete que não se vacinou




Na Paraíba na manhã desta quinta-feira (21), para inauguração de uma o brado Projeto de Integração do Rio São Francisco, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a levantar suas principais bandeiras durante pronunciamento para apoiadores. O chefe do Executivo falou em cloroquina, repetiu que não se vacinou e criticou o relatório da CPI da Covid.



"Jogamos acreditando no Conselho Federal de Medicina, na autonomia do médico. Ao encontrar alguém infectado, o médico tem a liberdade de dar algo para seu paciente, eu joguei nisso", iniciou Bolsonaro.



Na sequência, o presidente se dirigiu para o público. "Quem foi contaminado pela Covid aqui? E quem tomou ivermectina ou hidroxicloroquina?", questionou ao ver diversos braços levantados em resposta.



"Se colocarmos isso nas nossas redes sociais derrubam nossas páginas, por que essa perseguição e não dar chance ao médico? Eu também fui acometido, tomei hidroxicloroquina e no dia seguinte estava bom", afirmou Bolsonaro ao defender o remédio, comprovadamente ineficaz no tratamento contra o coronavírus.



Durante o pronunciamento, o presidente também voltou a falar que ainda não tomou a vacina contra a Covid-19 por acreditar que pessoas infectadas tem mais anticorpos do que os vacinados. A fala vai de encontro às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e órgãos e secretarias de Saúde de todo o mundo.



"Ofertamos a todos a possibilidade de vacinarem. Nós jamais defenderemos a obrigatoriedade da vacina. Eu não tomei a vacina, quem quiser seguir meu exemplo que siga, isso é liberdade. Se fossemos seguir exemplos de presidentes que anteceram, o que seria desse país? Se especialistas de verdade, e não da TV Globo, dizem que quem se contaminou tem mais anticorpos do que a vacina, pra que tomar a vacina?", disparou Bolsonaro.



CRÍTICAS AO RELATOR DA CPI
Bolsonaro também aproveitou para atacar o relatório da CPI da Covid ao criticar o senador Renan Calheiros (MDB-AL). O presidente questionou "onde errei?" para ser atacado "24 horas por dia", como classificou.



"O relatório da CPI comandado por Renan Calheiros? Não, não chamem ele de vagabundo não. É elogio para ele. Não há maracutaia em Brasília que o nome dele não esteja envolvido. Apesar de ser nordestino nunca fez nada nem pelo seu estado de Alagoas", disse.



Bolsonaro finalizou seu pronunciamento citando a Bíblia e falando em Deus. "Nada temeis, nem mesmo a morte, a não ser a morte eterna, quem não quer morrer eternamente, lembre da letra do pai nosso, perdoa o próximo e pensa que nada você levará daqui. Agora, você pode deixar muita coisa, seguidores, pessoas mais felizes, o Brasil tem um grande futuro, e esse futuro chegou", concluiu.
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