Em dois meses, Brasil sobre para a 5ª posição entre os países com mais mortes por milhão por COVID




Apesar de a média de mortes por Covid-19 no Brasil ter queda no último mês, no ranking mundial, o país avançou, em dois meses, da 10ª para a 5ª posição entre os países com mais mortes por milhão de habitantes pela Covid-19. Os dados são da “Our World in Data”, projeto ligado à Universidade de Oxford.

Entre 10 de junho e 10 de agosto, a taxa de mortes brasileira se tornou maior que as de Eslováquia, Montenegro, Bulgária, San Marino e Macedônia, ficando atrás apenas de Peru, Hungria, Bósnia e República Tcheca.

No período, as mortes por Covid-19 no Brasil passaram de 2.267 por milhão para 2.657 por milhão. Nesta quinta-feira (19), era de 2.694 por milhão. Em termos absolutos, o Brasil é o segundo com mais mortes pelo coronavírus: 573.658. Em primeiro, estão os Estados Unidos, com 626.225.

Veja a lista de países com mais mortes proporcionais por Covid-19 do mundo:

Peru: 6.081 óbitos a cada 1 milhão de habitantes
Hungria: 3.110
Bósnia e Herzegovina: 2.962
República Tcheca: 2.837
Brasil: 2.694
Macedônia do Norte: 2.691
Bulgária: 2.653
San Marino: 2.651
Montenegro: 2.646
Colômbia: 2.435
Argentina: 2.430
Eslováquia: 2.298
Bélgica: 2.184
Paraguai: 2.174
Eslovênia: 2.134
Itália: 2.127
Croácia: 2.020
Polônia: 1.989
México: 1.949
Reino Unido: 1.939

Dos países à frente do Brasil, o mais populoso é o Peru (32,5 milhões de habitantes). Em seguida estão República Tcheca (10,7 milhões), Hungria (9,6 milhões) e Bósnia e Herzegovina (3,3 milhões).

Desde o último pico, em 19 de junho, quando foi registrada a média móvel de 2.073 mortes, o índice vem caindo continuamente. Em 19 de agosto, estava em 821 mortes, menos da metade. O patamar, no entanto, ainda está entre os mais altos do mundo. Apenas a Indonésia, com média de 1.281, e os Estados Unidos, com 862, têm médias móveis maiores.



O pesquisador Marcelo Gomes, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, explica que o avanço em relação a outros países mesmo com a queda nas mortes se deve ao fato de o patamar de óbitos ainda estar muito alto no Brasil. “Por mais que esteja em um processo de redução, é uma redução a partir de um patamar extremamente elevado. Portanto, mesmo durante essa queda ainda são números expressivos”, afirma o pesquisador, que coordena o Infogripe da Fiocruz.
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