Se depender de mim, vamos estar todos juntos no mesmo palanque, diz Elmar sobre Neto e Roma




O deputado federal Elmar Nascimento (DEM), em entrevista ao programa BNews Agora, afirmou que se depender dele, o ministro da Cidadania, João Roma, e o ex-prefeito ACM Neto estarão no mesmo palanque em 2022. Neto rompeu relações após a ida do apadrinhado político para o Governo Bolsonaro.

"Se depender de mim, nós vamos tá todos juntos no mesmo palanque. É claro que a situação nacional interfere, mas a eleição da Bahia a gente tem que resolver na Bahia", disse.

Elmar praticamente descartou apoiar a candidatura do PT ao governo da Bahia, que deve ser a de Jaques Wagner. "Converso muito com a executiva nacional do partido. Eles têm o pensamento liberal na economia, é o oposto que o PT defende. Temos condições de ofertar um projeto novo e diferente. O PT não teve a capacidade de renovar. Não tenho nada contra ninguém, eu acho que a candidatura de ACM Neto representa uma aspiração, sonhar com um futuro melhor", pontuou.

Confira os trechos sobre questões políticas da conversa:

BNews Agora: Deputado, a gente tem visto aí que arrasta ao longo de meses, né, essa divergência entre João Roma e ACM Neto, né? Eram aliados do mesmo grupo, mas desde que Roma subiu pro Ministério da Cidadania, a gente viu esse rompimento. Eh, o entendimento do senhor é de que ainda é possível fazer um arranjo nessa situação, de repente reagrupar esse esses dois nomes da política baiana e se, se não, eh, se o senhor acha que João Roma tem chance de emplacar uma terceira via aqui na Bahia?

Elmar Nascimento: Olha, política com tema hoje, os agentes tem que colocar sempre os superiores interesses do Estado acima dos nossos próprios interesses. O João Roma é um político sério, é uma pessoa que tá ocupando um cargo importante, pode ajudar o nosso Estado. Ele, além de uma relação política, sempre uma relação pessoal muito próxima do ACM Neto, mais do que nós todos, e não é no meio de irmão que eu vou me meter, em briga de família, porque briga se a semente fica com raiva de você, daqui a pouco eles tão beijando na boca, como se diz aí o Lúcio Vieira Lima. Se depender de mim, nós vamos tá todos juntos no mesmo palanque. É claro que a situação nacional interfere, mas a eleição da Bahia a gente tem que resolver na Bahia. Eu não posso impor Rodolfo e Ana eu não apoio o candidato que o partido dele escolha na prévia. Eu não posso chegar pro pedestre do Félix e dizer que o Félix não vá dar palavra pro Ciro Gomes. Eu posso chegar pra o Democratas que tem aí uma pré-candidatura do Mandetta e dizer que não banque a candidatura do Mandetta, como também. Ou republicanos que faz parte da base aliança do presidente de que não apoie, acho que a gente tem que fazer uma grande composição, abrir o palanque, dar oportunidade e receber a todos os, todos esses, foi uma grande frente contra o PT, eu acho que o PT voltar ao poder do nosso país é um retrocesso muito grande, a eleição que se deu do presidente Bolsonaro não foi muito a eleição dele, foi uma eleição contra o PT e essa frente a gente tem que manter. Todos unidos, se depender de mim, eu tenho conversado com ACM Neto nesse sentido, tenho conversado com João Roma nesse sentido, nenhum dos dois tem a obrigação de ter relação pessoal. Agora, a relação política, eles têm a obrigação de ter, porque eles tem divergência com o sistema do PT que tá implantado há alguns anos da água. E a gente tem que convergir colocando os interesses do nossa população, do nosso estado, acima dos nossos interesses pessoais. Eu tenho certeza que tanto o João Rumo, como a Secretaria, vão fazer isso, no momento adequado.


BNews Agora: Antes de o senhor ingressar no PSL, o MDB da Bahia abriu conversas com o partido, inclusive tendo possibilidade de abrirem conversa com Jaques Wagner. Com essa movimentação, como fica essa dobradinha? PSL caminha junto ao MDB?

Elmar: Não chego com condição de mandar fazer a cabeça de ninguém. Converso muito com a executiva nacional do partido. Eles têm o pensamento liberal na economia, é o oposto que o PT defende. Temos condições de ofertar um projeto novo e diferente. O PT não teve a capacidade de renovar. Não tenho nada contra ninguém, eu acho que a candidatura de ACM Neto representa uma aspiração, sonhar com um futuro melhor. Minha saída do DEM não se trata de divergência, muito pelo contrário, tenho afeição grande, me deu condição de ser líder nacional no Congresso.

BNews Agora: E sobre o MDB?

Elmar: Minha entrada no PSL vai reforçar as conversas. É um partido que inicei minha vida política como vereador. Aproximar o MDB, e vai terminar marchando junto conosco. O MDB hoje faz parte da da base do prefeito de Salvador, Bruno Reis.

BNews Agora: A sua entrada no PSL é para cacifar uma eventual candidatura a senador?

Elmar: Primeira coisa que aprendi é subir no balanço para saber qual capital politico tenho. Não sei como vamos conseguir construir no PSL. A gente pode ter espaço como vice, como candidato ao Senado, pode ter nada, pode ser participação no governo. A base tem o PL, PDT, Republicanos, todos precisão ser ouvidos. Nenhum partido vai se impor em chapa nenhuma.
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