Colômbia supera 100 mil mortes por Covid e governo culpa protestos




SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Colômbia atingiu a marca de 100 mil mortes por Covid-19 nesta segunda (21), segundo dados do governo. O país, de 50 milhões de habitantes, soma também 3,9 milhões de casos da doença.



Houve aumento nas infecções nas últimas semanas. As UTIs estão quase no limite da capacidade em cidades como Bogotá, Medellín e Cali. Médicos alertam que poderá faltar remédios e oxigênio se as internações seguirem em alta. O relaxamento das medidas de distanciamento social e a vinda de novas variantes, mais contagiosas, ajudaram a complicar a situação, apontam infectologistas.

O governo culpa a onda de protestos, que se espalhou pelo país desde abril, pela piora atual. "As aglomerações são o principal terreno fértil para disseminar a Covid-19. Mais de 10 mil mortes teriam sido evitadas se não tivéssemos tido aglomerações nas últimas seis ou sete semanas", disse o presidente Iván Duque.

A vacinação começou há quatro meses no país, e até agora 4,8 milhões (menos de 10% da população) receberam as duas doses. O governo colocou como meta imunizar 70% dos habitantes até o fim do ano.
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