Fernando Torres denuncia empresa fantasma e rachadinha na Câmara de Feira de Santana




Além de citar que o vereador Pedro Américo (DEM) teria se elegido nas eleições de 2020 através de doação de cestas básicas, o presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, Fernando Torres (PSD), apontou na manhã desta terça-feira (19), possíveis irregularidades que envolvem parlamentares da Casa. Ele relatou que alguns vereadores querem que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em curso seja paralisada, porque sabem que cometeram ‘coisas erradas’.

“Tenho uma vida pública de cinco mandatos, nunca fui preso, nunca dei cestas básicas para me eleger. A minha empresa é sensível a pandemia como várias empresas no Brasil, e fizemos a doação de R$30 mil para prefeitura. A minha empresa poderia pegar este valor e gastar com outra coisa, já que eu sou o dono, mas não fiz isso, fiz o certo. Doei para a prefeitura fazer a doação, mas tudo indica que foi tudo irregular, a CPI vai apurar tudo isso aí, mas os vereadores querem acabar com a CPI porque sabem que fizeram o errado”.

Empresa Fantasma e Rachadinha

O presidente expôs ainda uma ‘empresa fantasma’ que foi criada na Câmara com cerca de 75 funcionários da Casa com o intuito de desviar o salário de assessores (a famosa rachadinha) com os vereadores. Ele citou o vereador Lulinha e o Secretário Pablo Roberto, que estariam indicando esses funcionários à empresa fantasma.

“Me elegi com amigos, com trabalho, com pessoas que sabem que eu sou honesto. Tiramos as mamatas que tinham aqui. Aqui na Câmara tinha uma empresa, que não tinha funcionários reais. Eram 75 funcionários que Pablo Roberto fazia parte nas indicações. Ele que indicava os funcionários naquela empresa. Lulinha, diga que você não tinha também nomes naquela empresa. Eram 75 funcionários e hoje, fazendo uma licitação, são menos de 20 que precisam do emprego, na realidade. Eram 55 pessoas colocadas à toa, para ganhar um salário e dividir com eles. É por isso que está sobrando dinheiro na Casa”.

Assessores laranjas

Ainda em discurso, Fernando explanou que recebeu um pedido de Pedro Américo, para destinar um cargo de assessoria especial, mas, não aceitou, porque sabia, segundo ele, que Pedro queria colocar ‘assessores laranjas’ para trabalhar.

“Você foi me pedir um cargo de assessoria especial, não é direito, você queria colocar laranjas, que é o costume de vocês. Você chegou dizendo aqui que cada vereador tem R$30 mil, você é tão acostumado a colocar laranjas, que não tem vergonha na cara de falar uma situação dessa. Se temos R$30 mil, são de assessores que trabalham, e que frequentam a casa”.

Combate aos maus políticos

O vereador concluiu dizendo que o grupo em que lidera, composto por dez parlamentares, chamado de ‘independentes’ juntamente com a oposição, vai continuar trabalhando para combater ‘maus políticos’. E, se dirigiu ao vereador Pedro Américo, dizendo que a Casa não será palco para receber ‘esculhambações’.

“Estamos na Câmara para combater maus políticos que tentam colocar a cidade contra nós. Nós combatemos o grupo dos dez com a ajuda da oposição. Seu patrão, Pedro Américo, o [Pablo Roberto] saiu do Mello Matos porque esculhambou a unidade. Aqui não, irmão. Aqui a presidência está trabalhando com o grupo dos dez e com essa oposição que gosta de Feira de Santana”.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade
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