CoronaVac reduz em 97% mortalidade por Covid-19 no Uruguai, diz estudo




A vacina chinesa contra a Covid-19 CoronaVac reduz em 97% a mortalidade pela doença. Isso é o que apontam resultados preliminares do 'Estudo de eficácia da vacinação contra SARS-CoV-2 no Uruguai em 2021', feito pelo Ministério da Saúde Pública (MSP), publicado na última quinta-feira (27).



"A redução da mortalidade de Covid-19, decorridos mais de 14 dias desde a última dose da vacina, é de 97% para Coronavac e 80% para Pfizer", conclui o estudo. Segundo o portal Uol, essas porcentagens não são estritamente comparáveis, já que no Uruguai a vacina da Pfizer está reservada para as pessoas acima dos 70 anos, com comorbidades e profissionais da saúde e ao restante da população é destinada a Sinovac.



O estudo do governo uruguaio também mostra maior eficácia da Pfizer no combate a contágios e hospitalizações. De acordo com o relatório, do total de 712.716 pessoas totalmente imunizadas com Coronavac em 25 de maio, 5.360 testaram positivo para coronavírus. Dessas, 19 precisaram de internação em UTI e seis morreram.



Do total de pessoas completamente imunizadas com a vacina da Pfizer na mesma data (149.329), 691 foram infectadas com o coronavírus. Apenas uma foi hospitalizada no CTI e oito morreram. Todos tinham mais de 80 anos. O documento aponta que a redução de casos com a vacina do laboratório chinês Sinovac é de 57% e com a Pfizer é de 75%.



O relatório do estudo observou eficácia de 95% para a CoronaVac e 99% para a Pfizer em hospitalizações em unidades de terapia intensiva. Mas é alertado que os números são preliminares e "devem ser interpretados com cautela, pois não levam em consideração a idade das pessoas, suas comorbidades e grupos de alta exposição", como os funcionários da saúde. A previsão é que esses ajustes estatísticos sejam comunicados em relatórios futuros.



O Uruguai, que é considerado um exemplo de gestão durante a pandemia com 3,5 milhões de habitantes, nunca recorreu ao confinamento e mantém grande parte das atividades abertas, vive o pior momento da crise sanitária. Com 21,5 mortes a cada 100.000 habitantes nos últimos 14 dias, o país lidera o ranking mundial de mortes por covid-19, segundo uma contagem da Agence France-Presse (AFP), com base em dados oficiais. Atualmente, 47% da população já foi imunizada com a primeira dose da vacina e 28% com a segunda.
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