Menino Henry foi torturado durante 4 horas; mãe e padrasto ficaram 5 horas com o cadáver planejando versão




A conclusão do inquérito policial sobre a morte do menino Henry, de quatro anos, trouxe mais dramaticidade ao caso.

De acordo com os peritos, o menino morreu em torno das 23 horas, após uma sessão de tortura que durou quatro horas. A criança teve inúmeras lacerações no rosto.

Às 4:00 horas Monique e o padrasto de Henry, “doutor” Jairinho o levaram ao hospital. A dupla ficou com o cadáver da criança por cinco horas para decidir o que fazer e criar uma história para apresentar.

O vereador Jairinho chegou a apelar a médicos e também ao governador do estado para que o corpo do menino fosse enterrado sem passar por perícia. Para aliviar o estresse da situação, Monique foi a um salão de beleza na manhã seguinte.

Jairinho era influente, membro da Comissão de Ética da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, ex-líder do governo e com um pé num cargo vitalício no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que lhe garantiria foro especial. Ele se apresentava aos eleitores como defensor da família e temente a Deus, mas como se sabe agora, era reincidente em agressões a crianças.
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