Diretor Da OMS, Premiê Da Nova Zelândia e Fauci Estão Entre Personalidades Do Ano




Entre as dez personalidades do ano de 2020 para prestigiosa revista Nature estão alguns nomes que se destacaram na luta contra a pandemia de Covid-19: Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia, e Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA.



Ex-ministro da saúde e das relações exteriores em sua terra natal, a Etiópia, Tedros Adhanom Ghebreyesus, 55, está no comando da OMS desde 2017. Só se tornou conhecido, porém, em 2020, ao se tornar o porta-voz das novidades relacionadas ao novo coronavírus, como a declaração do status de pandemia, ou recomendando que os países freassem o contágio com restrição de viagens, testagem ampla e isolamento de casos suspeitos.


Mas o caminho não foi fácil. Em julho, os EUA, país que mais contribui financeiramente para as operações da OMS, em decisão de Donald Trump, avisaram a agência que deixariam de fazer parte do órgão em 2021. O motivo seria um conluio entre OMS e China para acobertar eventuais responsabilidades do país asiático sobre a origem e disseminação do vírus, o que não se comprovou. O presidente eleito Joe Biden prometeu cancelar o processo de saída iniciado por Trump.


Tedros Adhanom Ghebreyesus disse à Nature que a meta agora é garantir acesso de todos os países às vacinas. Em meio ao turbilhão político, ele afirma que seu papel será se manter fora de polêmicas e se esforçar para alcançar o novo objetivo.


Também na lista, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, 40, está entre os líderes globais com melhor desempenho na pandemia de Covid-19. O país, de fato, apresenta bons números: são apenas 2.151 casos e 25 mortes até esta quarta (30), com pico de casos em abril, oito meses atrás.


Trata-se de um país pequeno, com menos de 5 milhões de habitantes, mas mesmo os números relativos são invejáveis. No cenário brasileiro o número de casos é quase 80 vezes pior; o de mortes, mais de 170 vezes pior.



A estratégia de Ardern se valeu da adoção precoce de medidas duras, além de uma comunicação transparente e clara para a população. Sem medicamentos eficazes para o tratamento da Covid-19 nem vacinas disponíveis, o país adotou o isolamento de viajantes que chegavam, intenso rastreamento de contatos e lockdown.


Apesar do desemprego ter crescido de 4% para 5,3% e do grande comprometimento de recursos no combate à pandemia, de 20% do PIB, a maioria (80%) dos neozelandeses aprova as medidas de Ardern.


Um dos grandes nomes do ano, o imunologista Anthony Fauci, 79, que chefia o Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA há décadas, teve a oportunidade de aconselhar seis presidentes em assuntos como HIV, ebola e zika, mas, quando chegou a vez de Trump e da Covid-19, os desafios se multiplicaram. Não só seus conselhos pareciam ser escutados como sofreu críticas públicas de Trump.


Fauci chegou a ser criticado por cientistas por não retrucar ou desmentir as falas sem embasamento de Trump, mas com o tempo se impôs mais e colocou seu prestígio a favor de maneiras cientificamente embasadas de lidar com a pandemia, como o distanciamento social e o uso de máscaras. No fim, sobreviveu no cargo – e ganhou até uma imitação feita pelo ator Brad Pitt no programa Saturday Night Live, sinal de sua popularidade.
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