Conselho Fiscal Contesta Mudancas Feitas Na Contabilidade Do Yatch




O Conselho Fiscal do Yatch Clube da Bahia reiterou a regularidades das contas na agremiação referentes a 2018/19. Em nota, o colegiado destacou que a prestação feita pela gestão anterior recebeu pareceres favoráveis da contabilidade do clube, da auditoria e do próprio conselho. Ao mesmo tempo, acusa o Conselho Deliberativo de ter praticado irregularidades na condução do processo de julgamento da prestação de contas, além de não fornecer informações solicitadas pelo CF.

As denúncias foram externadas em carta resposta do CF, assinada pelo presidente, vice-presidente e secretário, respectivamente Cristovam Oliveira, Roberto Lerner e João Paulo Paolilo Calazans. Datado de 30 de novembro, o documento também frisa “incontida surpresa” com a Moção de Desagravo divulgada pelo Conselho Deliberativo, presidido por Mário Gordilho.

“O Conselho Fiscal é um dos órgãos superiores do clube segundo o estatuto e tem assegurado pela Lei Pelé autonomia e obrigação de fiscalizar todos os atos financeiros do clube, sendo indispensável seu parecer na aprovação de contas”, argumentam os membros do CF, que relatam ter detectado mudanças nas demonstrações financeiras do Yatch feitas pelo CD em desacordo com as atribuições estatutárias do órgão. Na carta resposta, o conselho fiscal relatou que em 20 de fevereiro deste ano cobrou informações sobre “possível sobreposição de tarefas e atribuições”.

Em junho, o CF voltou a solicitar esclarecimentos sobre mudanças na demonstrações financeiras, destacando não ter sido o Conselho Fiscal chamado a opinar sobre as alterações. “Para perplexidade do Conselho Fiscal, (o CD) usou o parecer das contas originais para aprovar suas modificações sem submetê-las outra vez ao CF. Estes documentos “irregulares” foram enviados para Brasília, ao Comitê Brasileiro de Clubes”, denunciam

Na Moção de Desagravo, o Conselho Deliberativo contesta o parecer do CF de 30 de junho, sobretudo no trecho que aborda o CD. “A reprimenda que o referido Conselho Fiscal tentou fazer a este Conselho Deliberativo é inoportuna e sem fundamento”, segundo o texto do CD, assinado pelo presidente Mário Gordilho. “Não lhe cabia, naquele ato, fazer qualquer referência a demonstrações financeiras de outro exercício, muito menos lhe cabe fiscalizar os atos deste conselho.”
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