ACM Neto diz que é "impossível" não prorrogar o auxílio se houver 2º onda: "povo não pode morrer de fome ou Covid"




O prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto (Dem), afirmou, nesta terça-feira, 1, que se caso o Brasil passe pela segunda onde de contaminações pela Covid-19, o Governo Federal terá que prorrogar o pagamento do Auxílio Emergencial e dos demais benefícios para mitigar os efeitos da Covid-19 no país, mesmo que ao custo e romper com o teto de gasto.

“Sabemos que o país tem um problema fiscal sério. Gastou-se muito dinheiro esse ano com a pandemia; porém, por outro lado, não dá para negar que se houver uma segunda onda no Brasil, e que se as atividades tiverem que ser suspensas, vai ser preciso, dentro de um trabalho de amplo entendimento nacional, que envolva o executivo e o Congresso Nacional, discutir a prorrogação dos benefícios. Se tiver uma segunda onda e as coisas tiverem que dá para trás, não tem como não prorrogar os benefícios, é impossível”, avalia ACM Neto (Dem).

Neto avalia que o teto de gasto não pode ser preservado se o custo for deixar as pessoas “morrerem de fome ou de coronavírus”. O prefeito de Salvador pontua que “a lição” trazida pela pandemia da Covid-19 é de que a “economia não pode parar” e que o dinheiro injetado pelo governo federal através do Auxílio Emergencial foi “essencial” para os estados e municípios.

Em outubro, o ministro da Economia afirmou que a prorrogação do programa de renda mínima que acaba no dia 31 de dezembro só será feita se houver uma segunda onda da Covid-19. Em novembro, foi a vez do presidente da República se posicionar sobre o fato. Ao ser questionado por um jornalista se prorrogaria o benefício que atende mais de 50 milhões de brasileiros, Jair Bolsonaro (Sem Partido) pediu para o repórter “perguntar para o vírus”.

Coordenação

ACM Neto voltou a reclamar da falta de “coordenação e planejamento” do governo federal com estado e municípios para construção de uma política integrada de combate e assistência aos afetados pela Covid-19.

“Lamento profundamente a inexistência de uma política planejada nas ações da saúde. Da falta de uma coordenação e de um planejamento; porque a essa altura do campeonato, se prefeituras, governos estaduais e o governo federal estivesse trabalhando juntos, a perspectiva seria outra. O que não podemos é viver é com o negacionismo”, provocou ACM Neto.

O presidente do Democratas avalia que, em dezembro, o governo federal e o Congresso Nacional terão que tomar decisões importantes para o país: “Eu não tenho dúvidas - até conversava com Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, estou indo a Brasília provavelmente ainda hoje-, que esse vai ser um final de ano de intensa atenção por parte de todas as autoridades, porque tem muitas decisões que terão que ser tomadas e não vai dar para relaxar um dia sequer”.
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